Xuxa Meneghel e o reinado continua

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ESTAR VIVA SIGNIFICA NÃO SE ACOMODAR DIANTE DE DECISÕES IMPORTANTES.

UM BRINDE ÀS MUDANÇAS!

Depois de 30 anos em uma mesma emissora, Xuxa Meneghel ressurge ainda mais linda, centrada e confiante em uma nova casa, a Rede Record, com um programa ao vivo e com o grande público de sempre a seus pés.

Confirmando a teoria de um grande pensador que diz que cabe à rainha fazer de seu reinado um sucesso e, para isso, deve ampliar seus caminhos e conquistar novas terras, não importa a região em que esteja,  o importante é que seus súditos estejam alimentados, no caso da Xuxa, alimentados com sua alegria e carisma.

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Como em todo reinado existe a oposição, torcidas contrárias não podiam faltar, no entanto essa rainha altiva e encantadora descobriu que tem o dom de transformar críticas em combustíveis de sucesso,

Para os “reinados vizinhos”, resta tentar descobrir o segredo de como essa loira radiante conseguiu ampliar seus domínios que antes era somente dos baixinhos.

Indiscutivelmente, Xuxa Meneghel faz parte de uma seleta classe de pessoas inesquecíveis que aonde chega ilumina e alegra o ambiente.

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De voz doce, mas com personalidade forte e determinada, essa gaúcha descobriu uma maneira fantástica e sábia de lidar com grandes decisões: prazer em sentir o tal   “friozinho na barriga”, porque ela associa essa sensação ao fato de simplesmente estar viva.
Confira a entrevista exclusiva dessa rainha iluminada.

 

Vulque: Em sua visão, quem realmente é Xuxa Meneghel?

Xuxa: Uma gaúcha de Santa Rosa, criada no subúrbio do Rio de Janeiro, com 52 anos, que venceu e conquistou um espaço único e grandioso.

Vulque: Como foi a infância da menina Maria da Graça?

Xuxa: Linda, cercada de natureza, muito carinho da mãe e sempre usando a imaginação, sonhava em um dia cantar no “Chacrinha”.

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Vulque: O apelido Xuxa é desde criança ou tinha outro?

Xuxa: Ganhei quando nasci e NUNCA me chamaram pelo meu nome ou outro nome, até na escola eu era e sempre fui Xuxa.

Vulque: Como a vida artística entrou na sua vida?

Xuxa: Como eu disse antes, desde Santa Rosa eu queria aparecer. Acho que já nasci querendo aparecer e quando tive a oportunidade, agarrei e não quis mais soltar.

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Vulque: Em retrospectiva, o que sentiu a mulher Maria da Graça quando esteve a primeira vez em frente às câmeras de TV  comandando um programa?

Xuxa: Medo, insegurança… Eu tinha 20 anos, era modelo e naquela época, o diretor Mauricio Shermann me fez esse convite sem saber no que daria… Nem eu.

Vulque: Quais foram as pessoas que te apoiaram desde o início da carreira?

Xuxa: Minha mãe sempre me apoiou em tudo. Na TV, Maurício shermann, Mário Lúcio Vaz, Boni e Roberto Talma. Na fotografia, muitos fotógrafos e a Fátima Ali.

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Vulque: Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou por causa da carreira?

Xuxa: Liberdade é o preço que você paga ao trabalhar demais com a sua imagem. Quanto mais eu me dedicava à minha carreira, mais eu me distanciava da minha liberdade. Mas hoje posso afirmar que tudo que eu vivi e vivo vale MUITO a pena, muito!

Vulque: Ainda sobre sua carreira, qual atitude que teve ou que foi obrigada a tomar que lhe causou arrependimento?

Xuxa: Arrependimento? Hum… Não sei. Tenho o dom de esquecer meus arrependimentos.

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Vulque: Conte sobre seu novo trabalho na Rede Record e como aconteceu o convite para ingressar na emissora.

Xuxa: Meu novo programa tem o meu DNA, meu nome, minha cara e meu desejo maior de me divertir e divertir as pessoas. Isso tudo ao vivo (coisa que nunca fiz). Entrar na Record foi um namoro de um ano e meio, mas quando o Marcelo Silva, vice-presidente artístico da emissora, me disse: “A gente quer ver você fazendo o que você quiser, a gente quer ver você feliz”. Aí danou-se, lacrou e fechou duas vezes! Somos Record e eu,  eu e Record.

Vulque: Nesse curto espaço de tempo, já houve algum momento difícil na nova emissora?

Xuxa: Não, e espero que não tenha nunca.

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Vulque: Qual sua expectativa nessa sua nova jornada profissional?

Xuxa: Quero dar muitas alegrias à minha nova casa, ser feliz e ver meu público feliz também.

Vulque: O que você pode dizer para as pessoas que passam por momentos de mudança e de tomada de decisões difíceis?

Xuxa: Mudar é sempre muito bom. Ficar parado é a pior decisão que alguém pode vir a tomar. Se é difícil, é porque é uma decisão importante e você precisa tomar decisões importantes para se sentir vivo, portanto: VIVA AS MUDANÇAS!

 

Vulque: Diante dos percalços que ocorrem na vida, quais as atitudes que você tomou no passado que não tomaria hoje?

Xuxa: Falar menos. Teria sido mais prudente.
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Vulque: Quais os cuidados que você tem para manter a beleza? Como lida com o envelhecimento natural do passar dos anos?

Xuxa: Vou sempre que posso na minha dermatologista, Dra. Karla Assed, e a deixo fazer o que for necessário, confio muito nela. Já com relação ao envelhecimento, me vejo no espelho e muitas vezes dou uma resmungada, mas só não envelhece quem está morto! Faz parte! Tenho que aceitar, dói menos.

Vulque: Qual o estilo de roupas preferido da mulher Xuxa Meneghel?

Xuxa: O mais confortável possível: jeans, camisetas ou tricôs e agora tênis, mas amo botas.

Vulque: Você ainda tem algum sonho a ser realizado?

Xuxa: Sim, muitos! Um deles é ver a minha filha feliz, estudando e se formando, namorando e casando, tendo filhos… O outro é dar muita alegria à minha nova casa.

Vulque: Em um momento de desabafo: existe algo, alguma atitude ou palavras mal interpretadas do passado que te incomoda até hoje que você gostaria de revelar?

Xuxa: Tenho um dom, apago as pessoas e coisas que me fazem ou fizeram mal, portanto se fiz ou fizeram, se falei ou falaram, já esqueci.


Por: Cristiane Bortolossi

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